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Por Rupert Spira, O que é a iluminação?

Quando o planeta terra não está olhando para o sol e parece estar na escuridão, porque ela está encarando o outro lado do universo, quando ele vira novamente e de repente a luz aparece, por acaso o planeta terra liga essa luz que surge? A luz de repente é criada? Algo acontece ? Na realidade o sol sempre estava lá. Foi o planeta terra que deu as costas para o Sol e aparentou estar em escuridão. Então o eu separado é como a terra, ele parece estar do seu ponto de vista, com as costas viradas para a sua fonte, porque o eu separado vem à sua aparente existência quando a consciência surge na forma de atenção, e a unica forma que a consciência pode surgir na forma de atenção é parar de ´´olhar´´ para si mesma, assumindo as limitações de uma forma, e assim se tornando uma mente finita e a mente finita pode apenas olhar para longe de si mesma, então o retorno para si mesma, aparenta ser real do ponto de vista do eu finito, quando o eu finito retorna para si mesmo, e a consciência infinita é revelada, simultaneamente com essa realização, essa relembrança, o eu separado na realidade nunca existiu, que saiu de casa e depois retornou para casa, era uma ilusão de uma ilusão. A ilusão primária é a consciência ´´ pessoal ´´, a mente finita, a segunda ilusão é tudo o que essa mente finita está fazendo para retornar para a essência. E então há esse reconhecimento de que eu nunca saí de casa, há o reconhecimento de que nunca existiu algo além da consciência infinita, O ser de Deus conhecendo a si mesmo.

O Ser Infinito de Deus brilha na mente como a experiência Eu sou, essa é a ´´assinatura´´ de Deus na mente (mas isso não é um pensamento, de que Eu Sou, é uma pura realização e viver nessa realização), o sentimento de paz e alegria é os rastros de Deus no coração, e é assim que Deus infiltra na experiência humana, por isso há esses dois caminhos elaborados pelos mestres, o caminho de Jnana, que investiga o Eu sou, ou o Eu Sou Consciência, ou o caminho de Bhakti, seguindo o caminho do amor, da entrega para Deus, se nós formos rastrear esses sentimentos, de alegria e amor, que aparentam ser sentimentos humanos, nós pensamos, eu esse ser humano está consciente, eu esse corpo e mente sente amor e paz, se nós seguirmos a consciência ou a alegria, e seguirmos, nós acabamos ´´saindo´´ da ilusão de ser um corpo, e a experiencia da alegria e eu sou consciente, são experiências identicas, são a experiência de Deus brilhando no corpo-mente, e se nós rastrearmos essas experiências, nós dissolvemos a identificação com o corpo, mente, e retornamos a eternidade. O surgimento do eu finito é o portal pelo qual Deus passa para se tornar aparentemente um mundo finito, um ser finito, e é pelo mesmo portal, a sensação de alegria, ou a sensação Eu, que o aparentemente eu separado passa na direção contrária e retorna a eternidade.

Na realidade, falar sobre a iluminação é fazer uma concessão, e é uma concessão legítima, pois a maioria de nós sentimos que somos uma pessoa separada, então como uma compaixão amorsa por essas pessoas, as tradições espirituais elaboraram vários caminhos para algo chamado iluminação, que é simplesmente o reconhecimento, é a relembrança de Deus, não a relmbrança de algo no tempo finito, mas algo que todos nós sabemos, o fato que todo mundo busca por alegria é um sinal que a alegria está buscando por si mesma, chamando o aparente eu separado para retornar para a fonte, porém o eu separado é apenas uma ilusão.

E quando o aparente eu finito retorna para a essência, há essa revelção, eu nunca fui algo além dessa essência, eu nunca fui aquilo que eu acreditava ser, todo o tempo, até mesmo quando eu estava na ignorância, não há nada além disso.

Então nós não podemos nem falar sobre o Deus infinito porque infinito significa não finito, por outras palavras, a consciÊncia não é finita, onde estão todas essas coisas finitas que nós estamos falando que a consciência não é? Do ponto de vista da consciência não há nada para comparar. Nós nem ao menos podemos dizer que Deus é infinito, ou a consciência é infinita, pois não há algo para comparar com ela. Ela é a única coisa que existe. É anterior a finito ou infinito. Nós nem ao menos podemos nomear consciência, pois consciência significa um ser em relação a objetos, mas sem objetos nós não podemos nomear isso que é verdadeiramente como sendo algo. Então nós retornamos para o silêncio. E é por isso que o maior ensinamento, o primário, e o único verdadeiro por assim dizer, é o silêncio. Era isso que Ramana maharshi dizia, e é por causa dos estudantes dele não entenderem o silêncio, que ele fazia uma concessão e usava as palavras para tentar explicar e elaborar , e foi assim que ele começou a falar.

Mas quando nós realmente exploramos e reconhecemos nossa verdadeira natureza, há essa realização de que nós não podemos falar sobre.

Uma vez minha mãe estava conversando com um pintor, e ele disse, Se existe um Deus, como você se atrave a falar do nome dele? POrque tudo o que nós temos somos idéias. Foi tão lindo o que ele falou. Todas as experiências e formas são apenas essa consciência.

Porém essa realidade é inexplicável, por isso o ensinamento retorna ao silêncio.

Extra : Não existe uma pessoa que se ilumina. A iluminação é o reconhecimento de que não há uma pessoa. Há apenas a consciência infinita, algumas pessoas que não entendem isso pensam que é a pessoa que ilumina, e projetam qualidades mágicas nos professoress delas, e botam os professores delas num pedestal e acreditam que eles tem poderes, são omniscientes, etc, isso é um equívoco.


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