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Por Rupert Spira - A diferença entre auto-investigação e outras técnicas contemplativas

O que nós falamos aqui, o caminho direto ou a auto-investigação é o caminho direto de ''Jane'' para ''Mary'', de King Lear a John Smith, como eu falei anteriormente, a maioria das pessoas, e lembre-se, Mary é felicidade, então o que Jane está sempre procurando independente se ela souber ou não, é Mary que é felicidade, a essência de sua própria mente, porém Jane na maioria das vezes não sabe disso, então ela começa procurando objetos, substâncias, atividades, relações, quando tudo isso falha, ela normalmente entra em alguma religião ou tradição espiritual, e então é ensinada sobre oração, mantras, jejum, yoga, e todos os tipos de técnicas que são simplesmente refinamento de sua busca anterior da felicidade em objetos, eles dão a Jane um mantra para focar a atenção, ou a respiração, ou um Guru ou uma postura para adotar, eles dão a ela uma experiencia objetiva mais refinada do que anteriormente, porém ainda assim são objetos de experiência, até mesmo objetos de experiência nóbres, um Deus fora dela, mas ainda são objetos. jane ainda está direcionando a atenção fora dela mesma para um objeto, com o propósito de tentar encontrar a felicidade. Isso pode ser uma fase necessária e legítima, uma fase até o meio do caminho, porque a mente de jane está muito acostumada em procurar a felicidade em objetos para conseguir simplesmente tornar a atenção para dentro imediatamente, então como forma de compaixão o ensinamento diz, ok, não traga sua atenção para dentro e olhe sua essência, apenas foque a atenção em um mantra, na respiração, faça essa repitação, essa técnica, esse reiki, adore esse Guru, tudo isso acalma a mente de Jane, ela não está mais pulando de relação em relação, de objeto a objeto, a próxima compra, agora a mente dela está mais estável, e quando a mente dela está mais estável o ensinamento diz; Agora deixe esse objeto, deixe esse mantra, essa técnica, é nesse momento em que o ensinamento ''quebra'' as bengalas do estudante, pare de focar sua atenção nos objetos e traga sua atenção para dentro, não para um objeto, não para fora, mas para dentro, nem a respiração, nem um mantra, para dentro, porque é ali que a fonte da felicidade está, Jane está começano a entender que ela é Mary, Mary é a felicidade, não existe em outro local que seja possível achar felicidade, então aqui como jane, nós vamos diretamente, não via um Objeto, nós vamos diretamente de Jane(a mente finita) para Mary( a essência) de nossa mente, é por isso que é chamado da caminho direto, é por isso que é chamado de auto-inquirição, signfica investigar o Self(eU) que eu essencialmente sou, e eventualmente todos os caminhos irão acabar na auto-investigação, porque todos os caminhos, todas as tradições espirituais envolvem a dissolução do senso de separação (jane) naquilo que os budistas chamam da mente original ou que os cristões chamam da mente infinita de Deus, não importa o que a gente chama, porém todos eles envolvem a dissolução de jane em sua essência (mary), então aqui nós apenas vamos diretamente para a essência, nós não vamos via um objeto, um mantra, uma técnica, é por isso que é chamado de caminho direto, não vai via um objeto, ele vai diretamente de si mesmo para si mesmo, e ele é o caminho mais curto pois o caminho via objeto sempre envolve ir de nós mesmos para outro local, uma certa distância, nós nos afastamos de nós mesmos, mas não há distância real entre nós mesmos e nós mesmos, é por iss oque é chamado de caminho sem caminho, ou o caminho sem esforço, e é por isso que é o caminho ''mais alto'' , é o caminho mais direto e mais rápido pois nao envolve tempo, é o mais fácil.

Porém, se ele parece ser difícil para nós por causa da agitação da nossa mente, então é legítimo tomar o caminho progressivo, e focar a mente numa técnica, chakras etc, eu não estou criticando essas técnicas estou apenas mostrando todo o contexto do processo espiritual.

E não é uma coincidência que a maioria das pessoas que estão nesse retiro estão no caminho espiritual a 10, 20, 30, 40 anos. Esse é o caminho direto, a cereja do bolo, o último Adeus. Muitas pessoas, assim como eu, foram preparados para este caminho em outra tradição, budista, sufi, etc, e em algum momento elas acharam o limite dessa tradição, e então quando nós encontramos o limite nós somos introduzidos ao caminho direto.

Porém eu noto que mais e mais, mais pessoas estão prontas para o caminho direto, principamente as pessoas mais jovens que vem sem muitas barreiras, não necessitam de muita preparação, não estão presas com parafernálias espirituais e sem muito sofrimento que a maioria das pessoas mais velhas tem, elas vem com mais inocência, escutam o ensinamento uma vez e falam, é isso! Eu vi isso em muitos jovens vindo aos meus encontros.

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